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O desafio de preparar jovens conscientes e capazes de construir uma sociedade melhor

O desafio de preparar jovens conscientes

O Colégio Joana D´Arc, uma das mais tradicionais e antigas instituições de ensino de São Paulo, completou 78 anos neste mês de agosto. Localizado no bairro do Butantã, zona Oeste, o colégio é administrado há 51 anos pelo mantenedor e diretor- geral, José Carlos Pomarico. “A escola foi fundada em 1937 por duas professoras de origem francesa, Baby e Tina Bonecher, mas foi oficializada somente dois anos depois”, conta o diretor-geral. “Inicialmente, era uma escola regional, para as pessoas do bairro, bem restrita à região, e ensinava até corte e costura”. Segundo José Carlos Pomarico, “em 1963 uma delas veio a falecer e a outra não teve condições de continuar sozinha. Um amigo meu, Adelino Natal, sabendo que eu dava aulas em casa, me procurou e nós reinauguramos a escola. Foi assim que começou nossa história”. Os alunos haviam sido dispensados pouco antes de seu fechamento e o primeiro desafio foi sair de casa em casa para falar com os pais e chamá-los de volta. “Ainda assim trabalhávamos com uma sala de aula que comportava todo um curso primário, com 30 alunos distribuídos entre o período da manhã e tarde. Cada fileira de carteiras correspondia a uma série”, conta o professor. O colégio seguiu crescendo, ganhando estudantes, abrindo novas salas e ampliando sua estrutura com a abertura do ginásio (hoje ensino fundamental II) e segundo ciclo (ensino médio). “Foi uma luta muito grande, porque para ampliarmos nossas atividades precisamos ampliar nossa estrutura também, construir novas salas, fazer reformas. Na época eu era só um estudante de engenharia do Mackenzie com 21 anos, que dava aulas em casa desde os 15 anos e tinha muita vontade”, conta. “Mas acreditávamos naquilo, era um sonho que estava crescendo pouco a pouco”, conta o professor. “Por mais que enfrentássemos dificuldades, para nós era a melhor escola do mundo”. Hoje a história do colégio se confunde com a do próprio bairro onde está instalado. Ambos cresceram e atraíram cada vez mais freqüentadores, impulsionados pelo fortalecimento do comércio e pela inauguração da Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP). “O Butantã era conhecido por estar perto de estradas e pelo Instituto Butantã. Os institutos de ensino e o comércio deram uma `oxigenada ´ na região. Felizmente as coisas mudaram para melhor e o bairro virou uma referência em São Paulo”, afirma o professor. Foco nos ex-alunos Esta semana está sendo de comemoração pela passagem dos 78 anos. Como lembra o professor José Carlos, o foco do Joana D´Arc é o ex-aluno, aquele que passa mas jamais perde o vínculo com a instituição. Foi pensando nisso que o homenageado, no mês de aniversário, é um ilustre personagem da cidade: o zoólogo, músico e compositor Paulo Emilio Vanzolini, cujas filhas, Maria Emilia Vanzolini Moretti e Fernanda Vanzolini Razuk, estudaram no colégio. “Nós, do Joana, sentimo- nos felizes por estarmos cumprindo a nossa missão de educar para a vida, com o propósito de além de bons alunos, preparar jovens conscientes que, quando em posição de comando, tenham sensibilidade para produzir uma sociedade melhor”, finaliza o professor José Carlos Pomarico.

 

Publicado originalmente na Gazeta de Pinheiros.

 


 

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