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Hoje é dia de cubo mágico!

Hoje é dia de cubo!

Quando se pensa em cubo mágico a primeira ideia é de um brinquedo de criança, e assim ele esteve representado em fantasias e alegorias nos desfiles de escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro no Carnaval desse ano e na decoração do programa Big Brother Brasil, durante o show da banda RPM na semana passada, mas para alunos de uma escola de ensino fundamental e médio de São Paulo, cubo mágico é matéria obrigatória.

Rafael Cinoto já ensinou cubo mágico em muitas escolas, fez apresentações, palestras, oficinas, mas este ano foi convidado pela direção do  Colégio Joana D´Arc para ser professor regular de cubo mágico. Adorou a ideia e aceitou o desafio.

A inovação partiu da professora Maria Edna, diretora do colégio que está há 78 anos no região do Butantã e sempre na vanguarda da educação paulista. Inicialmente o projeto era  esporádico, mas as crianças gostaram tanto que a diretora viu ali a oportunidade de incluir a disciplina na grade curricular para o período  semi integral do ensino fundamental.

A diretora explica que ao transformar o cubo mágico em disciplina, todos os alunos estão tendo a oportunidade de participar das aulas e desenvolver o gosto pelo quebra-cabeça, potencializando a elaboração de ideias, construção de estratégias e tomada de decisões. O colégio conta com 650 alunos, do berçário ao ensino médio.

“O cubo mágico sendo uma das aplicações práticas da matemática,estimula o raciocínio lógico e ajuda no processo da criatividade com o planejamento de estratégias para conseguir alinhar as cores rapidamente.Com isso ajuda na concentração, desenvolvimento da lógica e pensamento crítico, levando o aluno a ter maior desempenho nas outras áreas do conhecimento”, avalia Maria Edna.

“Nossas expectativas é que consigamos mobilizar e desenvolver o maior número de crianças possíveis, para que futuramente tenham maiores condições de criticarem e resolverem problemas através da utilização do pensamento lógico”, afirma a diretora.

UMA NOVA EXPERIÊNCIA – Rafael Cinoto é um dos pioneiros na divulgação do cubo mágico no Brasil. Seus tutoriais na internet, sua atividade em eventos, palestras e oficinas, além da organização e fomentação de campeonatos, merece e tem o reconhecimento de qualquer um que conhece o Mundo Cuber. Talvez por isso as aulas regulares de cubo tenham se tornado mais um desafio para Cinoto. “Já ensinei muita gente a montar o Cubo Mágico, mas sempre quem queria aprender. Não sabia como seria ensinar várias turmas, sendo que provavelmente alguns não teriam vontade de aprender”, comenta  o professor.

Mas não foi preciso mais do que duas semanas para perceber que não haveria problemas. Em ritmos diferentes, todos acabaram se interessando de alguma forma a solucionar o quebra-cabeça, alguns foram buscar em horário extra aula os vídeos e dicas para aprender mais rápido e estão ensinando ou aprendendo com irmãos e amigos.

“No início pensei em ensinar todos juntos, passo a passo. Mas gosto da ideia de cada um ir no seu ritmo, então estou estimulando aqueles que já sabem mais coisas a ajudarem quem ainda não aprendeu tanto”, diz, observando que isto está ajudando muito porque se fosse só Rafael Cinoto o processo levaria mais tempo. “Estou esperando todos os alunos de cada sala aprenderem a montar pelo menos pelo método básico, e aí vou começar a dar dicas mais avançadas, dependendo do nível que cada aluno estiver”, explica.

“Aprender o método de camadas é simples, todos vão aprender e não considero esse método muito desafiador”, diz Cinoto, revelando que está ansioso para explicar um método mais avançado. “É aí poderemos começar a ver como será o desenvolvimento do raciocínio deles com relação à lógica dos movimentos do cubo e à tomada de decisões para encontrar o melhor caminho em cada etapa da resolução.

Como estímulo, os alunos do Joana D´Arc ainda vão ter ainda uma competição, já que Rafael Cinoto vai treiná-los para o Interescolar de Cubo Mágico, que será realizado pelo segundo ano no Brasil. Antes, porém, haverá um campeonato interno no colégio.

Cinoto observa que é fácil perceber o desempenho dos alunos na “matéria”, mas não sabe dizer ao certo se é decorrência de facilidade para aprender ou do interesse do aluno pelo cubo. “Já tive exemplo de aluno que não se interessou nas primeiras aulas e não conseguia terminar o primeiro passo, de repente ele me chamou para ensiná-lo, disse que não conseguia montar nada e aí em meia aula ele chegou ao final do segundo passo”, comenta.

 

 

 

Confira também:

 

Cubo mágico vira disciplina obrigatória em colégio de São Paulo, publicada pela Folha de São Paulo;

Reportagem da RedeTV

Matéria publicada originalmente no site Caderno de Educação;

 

Reportagem no Jornal da Cultura:

 


 

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